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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Não é um adeus…



Não é um adeus…
É um até já…
Dos amigos ninguém se esquece,
Por mais tempo que passe…
Estarão sempre presente em nós,
E sempre os recordaremos
Por mais tempo que vivermos…

Não é um adeus…
É um até já…

(citação de José santos)

NÃO É UM ADEUS

Os resultados das eleições para os Corpos Sociais espelham bem a dinâmica que nunca foi conseguida na ARPIAC e indiciam uma vontade de MUDAR expressa nos resultados obtidos pela Lista A.

A diferença de votos entre as duas Listas (no universo dos votantes) é de tal forma pequena que as opções e objectivos da Lista A não podem deixar de ser considerados como uma referência de futuro.

A Lista A considera que as razões que justificaram a sua candidatura estão bem vivas e a impor a continuação de um trabalho de verdade, de rigor e de mudança.

Contudo, em termos formais, os membros da Lista A entendem que a respectiva candidatura se extingue com a tomada de posse dos Corpos Sociais, mas, não querem deixar de apelar aos associados para não esquecerem, nem sequer deixarem de lutar, pela persecução dos objectivos e dos princípios que a Lista A apresentou aos sócios, embora, obviamente, em moldes diferentes e mais consentâneos com as condições com que se vierem a deparar em cada momento.

Aos associados não podemos deixar de voltar a agradecer os apoios que nos deram e a TODOS desejamos


BOAS FESTAS E FELIZ ANO NOVO

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Um mau começo de vida?


Um mau começo de vida?


Toma hoje posse uma lista que se candidatou ilegalmente e foi a votos com a complacência do Presidente da Mesa da Assembleia Geral que, nem no acto da votação, informou, como lhe competia, os associados da ARPIAC.

É, pois, uma lista que vai assumir os destinos da ARPIAC sob a suspeita de se ter candidatado de forma irregular, o que não nos parece, convenha-se, um bom começo de vida.

Porque nos recusamos a pactuar com situações que consideramos irregulares não nos faremos representar na tomada de posse.

A Lista A tem justificadas preocupações sobre o futuro da ARPIAC pelo que irá promover uma reunião dos seus membros no próximo dia 27 de Janeiro.

Do resultado da reunião manteremos os nossos leitores e os associados da ARPIAC informados e, desde já, estamos abertos a todas as sugestões nos façam chegar.


Não abdicamos da verdade e do rigor


Contamos consigo
para

MUDAR a ARPIAC


sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2011 a chegar



2011 a chegar

FELIZ  ANO  NOVO!!

Não há novo
Sem mudança
Nem sonho
Que não dê esperança

Mas quem espera
nem sempre alcança

Um sorriso é coisa bela
O Planeta é deslumbrante
Mas se ficares à janela
Vais ver crise galopante

É o mundo dos Homens.

Gostamos de contemplá-lo
Mas o que importa é transformá-lo!!

                              
MUDAR É PRECISO!!
 

(Autor desconhecido)

domingo, 19 de dezembro de 2010

Porque hoje é Domingo… (O livro e as pedras)



O livro e as pedras

Há por aí muito boa gente que fala de obra feita quando se refere à ARPIAC. E fala bem, pois que, em tese, por muito pouco que se faça, sempre se faz alguma coisa.

Longe de nós a ideia de refutarmos, liminarmente, essas falas, não reconhecendo o trabalho que desde a constituição da ARPIAC os sucessivos dirigentes e associados desenvolveram.

Contudo, um pouco do vosso tempo e da vossa paciência para nos acompanharem num pequeno exercício que melhor ilustre uma das principais razões pela qual vale a pena votar na Lista A.



Vamos supor que nos dirigimos a uma livraria para adquirir uma obra de um escritor de nomeada. Escolhemos o livro, maravilhosamente encadernado em couro, bem trabalhado, com impressão na lombada gravada a fogo e com o papel destinado à impressão do texto da melhor qualidade. Uns amigos até nos ajudaram a comprar esse livro. Claro que nos deu algum trabalho encontrar o local onde o livro se vendia e a convencer os nossos amigos a contribuírem para a compra, mas explicando-lhes os objectivos que alcançaríamos com a leitura do livro, foram simpáticos.

Já em casa, comodamente instalados, decidimos inaugurar o livro, ou seja, decidimos começar a lê-lo, para o que nos rodeámos de todas as condições para o podermos fazer de uma forma asséptica, que é como quem diz, com boas condições de luz, tecnicamente colocada para não criar sombras, um encosto de cabeça para impedir uma fadiga excessiva.

E, com tudo pronto, abrimos o livro e começamos a passar as páginas, lentamente primeiro, mais depressa, cada vez mais depressa, ainda mais depressa, ansiosos, desesperados… O livro estava em branco! Não tinha a-bso-lu-ta-men-te nada escrito.

Parecia um Livro, mas não era um livro. Não tinha alma. Não tinha humanidade. Era uma coisa.



Deixemos agora a nossa casa e esqueçamos o livro. Vamos ao edifício moderno onde a ARPIAC está instalada. Um edifício moderno, com relativas boas condições, com iluminação adequada e com uma assepsia quase perfeita. Também aqui, os amigos, os cidadãos contribuintes, ajudaram com os subsídios a comprar, a construir aquele edifício. Mas, à semelhança do livro, quando o começamos a percorrer, encontramos uma boa construção e muito boas ajudas técnicas, não lhe encontramos é alma. Não sentimos humanidade.

Não sentimos diálogo, não sentimos calor, não sentimos solidariedade, não sentimos respeito, não sentimos igualdade, não sentimos liberdade, não sentimos… Apenas nos apercebemos de pessoas que esperam… Esperam… E esperam…

Algo nos transmite a sensação desconfortável que cada uma das pessoas que ali está se sente institucionalizada. Cada uma na sua cama, na sua cadeira, aguarda as rotinas do dia-a-dia.

Claro que as pessoas não são mal tratadas! Claro que lhes é proporcionado o melhor conforto possível! Claro que as refeições, os tratamentos e a higiene são feitas a tempo e horas. Claro que por vezes os funcionários, de fugida, lhes fazem alguma carícia ou dizem: Então Sr.ª Maria como estamos hoje?... Mas, muitas vezes, nem esperam uma resposta. Também (e a culpa não é deles) não têm tempo para ouvir a D. Maria, a quem a família só vem visitar de tempos a tempos. É que o Sr. José, sentado uns metros mais à frente, precisa, devido à sua incontinência, de ajuda. É a falta de tempo. É a rotina instalada que desumaniza.

Claro que aquelas pessoas se não sentem no seu Lar. Claro que é preciso que “aquele livro” (aquele edifício) não fique em branco, é preciso dar-lhe conteúdo, para o humanizar. É preciso que dentro daquelas pedras aquelas pessoas se sintam pessoas.


Claro que é preciso, é urgente, HUMANIZAR AS PEDRAS!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Porque hoje é Domingo...



Mesmo para os não crentes o espírito do natal, enquanto amor, paz, solidariedade, toca a todos. É neste período que mais apelos se fazem à partilha e em que os que pouco têm muito dão. É neste período que as televisões mostram imagens de pobreza e solidão em ambientes de chuva, frio e neve. É neste período que no aconchego das nossas casas (os que têm casas e aconchego), de portas bem fechadas, cortamos o pensamento às desgraças e voltamo-nos para as risadas alegres dos nossos filhos e netos abraçando-os com o invisível manto protector da ignorância do mundo que os rodeia.

Reflectindo, porque hoje é Domingo, desejaríamos que as mulheres e os homens se associassem. Não no associativismo em que uns dão e os outros recebem, mas no associativismo em que todos dão e todos recebem.

Voltando à realidade, no barulho da festa, da emoção forçada, pensamos, com alguma tristeza e com alguma esperança, que para o ano talvez alguns de nós façam a diferença que promova a mudança.



segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A propósito de um despropósito…


A propósito de um despropósito…

Trabalhar PARA os sócios (e não COM os sócios) faz parte de um conceito de caridade (ver AQUI) que há que alterar. A caridade pode destruir o respeito que cada homem e que cada mulher tem direito a possuir para se sentir como um ser humano completo. Não são só os bens, não é só o “ter” que é essencial para uma pessoa. O “ser” (o ser pessoa) é pelo menos tão importante como o “ter”. Quando se trabalha PARA alguém necessitado que não pode retribuir, ou sente, ou sabe, que não tem hipóteses de o poder vir a fazer, sente-se (essa pessoa), indiscutivelmente, diminuída, subalternizada.

Trabalhar COM os sócios (ao invés de trabalhar PARA os sócios) é a forma mais digna de se não denegrir e diminuir quem necessita de solidariedade. É esforçarmo-nos por pôr ao mesmo nível de dignidade todos para quem a vida está a ser adversa. É trabalhar e lutar com as pessoas que precisam de ajuda, não lhes fazendo sentir o ferrete desse auxílio para que se não sintam um fardo. É fazê-los comungar de uma ideia de partilha de dificuldades. É assumir, nesse trabalho COM as pessoas, uma verdadeira ideia de solidariedade.

Trata-se, por conseguinte, de uma frase que pretende sintetizar uma filosofia.

No fundo, trabalhar COM, é considerar as pessoas como iguais.


Mesmo que a propósito de um despropósito... Sejamos sérios!



Não abdicamos da verdade e do rigor


Contamos consigo para MUDAR

Queremos contar com o seu voto

na

LISTA A


sábado, 13 de novembro de 2010

Ser solidário… na ARPIAC que queremos.





O conceito de Caridade não é o mesmo que o conceito de Solidariedade, não obstante, na sociedade consumista em que vivemos, estar a proliferar e a aceitar-se, erradamente, que esses conceitos reflectem filosofias iguais. Que são palavras sinónimas.

A grande, a enorme diferença entre Caridade e Solidariedade assenta na atitude que se tem na prestação de uma ajuda imediata (caridade) sem que de alguma forma se desenvolvam esforços para transformar a situação do carente (solidariedade).

Praticaremos a caridade (e talvez fiquemos de bem com a nossa consciência) ao dar a um necessitado uma “moeda” sem nos voltarmos a preocupar com a essência do problema, excepto quando outro necessitado nos voltar a confrontar com a miséria em que se encontra.

Seremos solidários se, para além da “moeda”, como forma de resolução imediata de um problema, desenvolvermos todos os esforços ao nosso alcance para se modificar a situação de carência, de forma a não sermos de novo abordados e termos de praticar caridade.

Passando do exemplo restrito, individual, para uma aplicação ao nível de uma instituição que se reclama de “solidariedade” teremos de considerar que, para além da intervenção imediata possível (e necessária!), também está, essa associação, obrigada a acções que alterem o estado de carência dos indivíduos a quem se dirige, nomeadamente através de acções de natureza interventiva na sociedade que contribuam para uma mudança de mentalidades.

A não ser que a nossa actuação se limite à prática de caridade. Até é mais fácil…!


(Ligue o som)

sábado, 6 de novembro de 2010

Uma ARPIAC para todos



Mas, o mais importante é o que se refere à implementação das condições de participação dos sócios em condições mínimas de igualdade. O que se não está a verificar.

E sobre isto voltaremos a falar.”


TODOS POR UMA ARPIAC PARA TODOS

Nas considerações que fizemos sobre “Ilegalidade Estatutária” (ver AQUI) a propósito da violação dos Estatutos terminámos com o trecho que acima transcrevemos.

E como o prometido é devido…

Não ignoramos que o desemprego em Portugal é uma realidade assustadora e que aumenta, aumenta, aumenta… É, possivelmente, por isso, que o Presidente da Mesa da Assembleia Geral da ARPIAC a convoca para funcionar em período laboral, para as 13 horas e 30 minutos. Será que ele pensa que todos os sócios da Instituição estão reformados ou desempregados? Só, assim, se compreende a escolha da hora! Mas será mesmo só por isto?

Permitam-nos mais uma achega: Num dia útil da semana, às 13 horas e 30 minutos além dos reformados só podem comparecer os utentes do Lar e os utentes do Centro de Dia, pessoas que lá estão com alguma (muita?) dependência dos serviços que a ARPIAC (que queremos que seja NOSSA), presta.

Está-se, pois, a discriminar o direito que os sócios que trabalham têm de comparecer e analisar e discutir e votar o orçamento e o Plano de Acção para 2011. No plano da igualdade de oportunidades estes sócios estão a ser marginalizados o que numa sociedade democrática é, simplesmente, intolerável.

Não é por acaso que, por exemplo, as reuniões públicas das Juntas de Freguesia, são, salvo alguma excepção, feitas em horários pós laborais. Pode até dar-se o caso de nenhum cidadão comparecer, mas será porque não quer, e não, porque não possa. E é este querer e poder que faz a diferença.

O associativismo é indissociável da democracia participativa. Quem põe obstáculos à democracia participativa, à maior e melhor participação dos cidadãos, contribui para impedir o desenvolvimento do associativismo.

A Lista “MUDAR para SERVIR” deseja, quer e vai criar todas as condições para que a participação de todos os que queiram uma ARPIAC para todos seja uma realidade.